sexta-feira, 9 de maio de 2008

COMPANHIA DA SAÚDE





O CENTRO CULTURAL JOSÉ BONIFÁCIO APRESENTA:



RACISMO FAZ MAL À SAÚDE
DIA 13 DE MAIO
14 HORAS
RUA PEDRO ERNESTO, 80. GAMBOA

domingo, 27 de abril de 2008

EPARREI! O ACARAJÉ É NOSSO !


Originado nos cultos de candomblé, oferenda à Oiá, ou Iansã, rainha dos raios e dos ventos, o acarajé hoje é um produto comercial que visa quase exclusivamente o lucro. Além disso, hoje pode ser feito por homens, algo incomum até pouco tempo atrás.
O assunto foi abordado na tese de doutorado defendida por Gerlaine Martini, do Departamento de Antropologia (DAN) da UnB.
O acarajé passou a ser vendido como um mero produto turístico. Antigamente era uma atividade tradicional e religiosa das baianas, muitas delas hoje convertidas à religião evangélica.
O acarajé está iniciando um processo de industrialização”, afirma Gerlaine.Embora o ofício seja secularmente feminino, aos poucos os homens adentraram nesse território. O fenômeno teve origem pela falta de herdeiras da tradição em uma empresa familiar de Salvador. Assim, as baianas autorizaram o primeiro representante masculino na tarefa, a fim de “inseri-lo no mercado de trabalho”, concessão que só ocorria em casos de morte de parentes mulheres na família, como avós, mães e filhas.
Para o candomblé, é uma “transgressão”, uma vez que suas regras diferenciam os ofícios masculinos dos femininos.
Outros aspectos de mudança na tradição ocorre quando adeptas do candomblé se tornam protestantes. Mesmo professando uma nova crença, desejam manter sua fonte de renda. Para isso, decidem retirar todos os signos que liguem o quitute à religião africana, como a roupa branca, o turbante e as contas no pescoço. Desfiguram o ofício ao querer que o acarajé seja visto não como uma oferenda, mas apenas como uma refeição. Ou um fruto da terra, como dizem as baianas tradicionais.Para completar, com o boom do turismo nas décadas de 1980 e 1990, a iguaria começou a ser vendida em barracas de praia, lanchonetes, supermercados e delicatessens, constituindo uma impessoalidade absolutamente contrária à figura da baiana que preparava o alimento artesanalmente, vestia suas roupas típicas e levava o tabuleiro para lugares que remetem aos “cantos”. Esses eram os locais onde os escravos vendiam produtos no período colonial, como meio de subsistência e de obter dinheiro para os centros religiosos.
Foi nesse contexto que a Associação de Baianas de Acarajé e do Mingau do Estado da Bahia (Abam), o Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá entraram com um pedido de inclusão do ofício das baianas do acarajé como patrimônio cultural - e do acarajé como bem imaterial - no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura (Minc), concedido em 2004
Fonte:www.unb.br

CARTA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS DA SAÚDE




Elaborada pelo Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde e Comissão Intergestora Tripartite, a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde se baseia nos seis princípios básicos de cidadania.


Com ela, o cidadão poderá conhecer quais são os seus direitos como usuário do sistema de saúde e contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento à saúde dos brasileiros.
De acordo com o Primeiro princípio da carta, todo cidadão tem direito ao acesso ordenado e organizado ao sistema de saúde. Assim, fica garantido aos usuários a facilidade de acesso aos postos de saúde, especialmente aos portadores de deficiência, gestantes e idosos.

Segundo e Terceiro princípios do documento esclarecem ao cidadão sobre o direito a um tratamento adequado para seu problema de saúde. Também faz referência à necessidade de um atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação (preconceito de raça, cor idade ou orientação sexual, estado de saúde ou nível social).


O Quarto princípio da carta garante que o atendimento prestado ao cidadão deve respeitar a sua pessoa, seus valores e seus direitos. Fica assegurado ao paciente, por exemplo, o conhecimento de seu prontuário médico, sempre que solicitado por ele.


OQuinto princípio fala sobre as responsabilidades do cidadão para que ele tenha um tratamento adequado. Por exemplo: o paciente nunca deve mentir ou dar informações erradas sobre seu estado de saúde, pois essa atitude pode prejudicar a precisão do diagnóstico dado pelo médico.


O Sexto princípio da carta garante que todos os princípios da carta sejam cumpridos. Segundo ele, é necessário que todos os gestores da saúde, representantes das três esferas de governo (federal, estadual e municipal), se empenhem para que os direitos dos cidadãos sejam respeitados.

domingo, 20 de abril de 2008







MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA NEGRA
"ESPELHO ATLÂNTICO"
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A CAIXA Cultural recebe, de 22 a 27 de abril, a mostra "Espelho Atlântico".
Com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, o evento traz uma primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra para o Rio de Janeiro.
Mostra Cinematográfica Espelho Atlântico
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinema 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (ao lado da estação Carioca do metrô)
www.caixacultural.com.br
Temporada: de 22 a 27 de abril de 2008
Sessões: a partir das 19h (curta-metragem sempre seguido de um longa metragem)

AÇÕES DA REDE- NÚCLEO SÃO PAULO

Foi realizada a II Reunião da Comissão Organizadora do IV Seminário Paulista da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde contando com as seguintes presenças : Babalorixá Alaepeoni - Ile Asé Oiyá Furange - Núcleo Piracicaba, Diogo R. Xavier - Toluderesi - IEG/Limeira, Babalorixá Celso Ricardo de Oxaguián - Núcleo SP, Babalorixá Rodolfo de Omolu - Núcleo Piracicaba, Dofonitinho de Airá - Núcleo Piracicaba, Babalorixá Eduardo Gomes de Oxumare - Núcleo Piracicaba.
No encontro foram discutidas as seguintes questões: a elaboração de um folder da Rede em parceria com o Programa Municipal de DST/Aids de Piracicaba que será utilizado no trabalho para prevenção de HIV/Aids junto aos Terreiros;

a importância do pronunciamento da Rede na plenária da Câmara Municipal de Vereadores de Piracicaba no Dia Mundial da Saúde;

a realização de reuniões em Limeira e a identificação de grande maioria de Terreiros de Jurema e de Umbanda e a necessidade de contemplar essas tradições no núcleo da Rede local;

a realização de oficinas de capacitação em controle social incluindo a temática saúde da população negra e as ações de saúde nos terreiros pela Secretaria Estadual de Saúde e a realização do III Encontro de Núcleos da Rede.

AÇÕES DA REDE - NÚCLEO PARAÍBA


O Núcleo João Pessoa realizou capacitação no Ilê Axé Oya Sire e participou do PAM 2008(Plano de Ações e Metas) da Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba.
Mãe Lucia de Oxum(Omidewa) e o pesquisador José Antonio, da Universidade Federal da Paraíba, coordenam o Núcleo .

O Núcleo João Pessoa vem desenvolvendo importante trabalho de promoção da saúde nos Terreiros, divulgando as ações da Rede no estado e sensibilizando os gestores do SUS para a inclusão do Povo de Santo nas Políticas Públicas de Saúde.

Foto: Mãe Lúcia da Oxum em reunião com os gestores da SES-PB.

A REDE CHEGOU EM RONDÔNIA





A Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde lança mais um Núcleo em Porto Velho/Rondônia

De 10 a 12 de abril, a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde realizou o treinamento para as lideranças de terreiro de Rondônia. Nesse período, o povo de santo recebeu do Secretário-executivo da Rede, José Marmo, informações sobre o trabalho e funcionamento da Rede. No treinamento foram traçadas estratégias de implantação do novo núcleo e, foram eleitos, em consenso com todos os presentes, os representantes do Grupo Impulsor da Rede em Rondônia.
A participação das lideranças de terreiros foi muito importante e contou com a presença dos sacerdotes e sacerdotisas da umbanda, do candomblé de angola, de jejê, de keto, da encantaria, etc.
As oficinas foram realizadas no Espaço Cultural Vrena, cercado de árvores, esculturas que representam, simbolicamente , as lendas e os mitos da cultura local.
Foi um momento de grande descontração e muito axé.


O evento contou com o apoio da ACUNERAA, do governo do Estado de Rondônia, do Espaço Cultural Vrena, entre outros apoiadores.