terça-feira, 19 de agosto de 2008

JUREMA WERNECK INFORMA:







CNS recomenda dotação de recursos específicos à saúde da população negra



A RECOMENDAÇÃO Nº 026, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde recomenda ao Ministério da Saúde a recomposição do orçamento destinado à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra – PNSIPN.Este documento foi elaborado durante reunião do Conselho destinada a debater o orçamento da saúde e as verbas destinadas ao funcionamento do CNS. Nesta reunião, os conselheiros debateram também as verbas destinadas às diferentes ações e políticas em curso.Quando questionado acerca do financiamento da PNSIPN o representante do Ministério da Saúde, Dr. Sady Carnot -Subsecretário da Secretaria de Orçamento e Financiamento da Secretaria de Planejamento do Ministério da Saúde, alegou desconhecer de onde viriam os recursos.Diante do desconhecimento do responsável pelas ações de planejamento e financiamento da saúde, resta uma dúvida: o desenvolvimento da Política estaria comprometido?A PNSIPN foi aprovada pelo CNS em novembro de 2006, mas seu Plano Operativo foi pactuado na Comissão Intergestores Tripartite/ CIT somente em abril de 2008.

Ainda assim, até o momento, os resultados da pactuação não foram publicados no Diário Oficial.Reiteradamente o Ministro da Saúde declarou a total disponibilidade de recursos. Mas o projeto de lei enviado e aprovado no Congresso Nacional não recebeu qualquer dotação específica pra a saúde da população negra.Acionado, o Ministro Edson Santos, responsável pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial garantiu que não faltariam recursos nesta área.Mas, no momento em que a Secretaria responsável pelo planejamento e financiamento das ações desconhece a tramitação destes recursos, algo de preocupante está acontecendo.

O CNS, fazendo valer suas responsabilidades na defesa dos interesses da sociedade, assinalou ao Ministério da Saúde a necessidade de dotação específica.

Cabe a nós, ativistas em defesa da saúde da população e do SUS, fazer cumprir os compromissos


Jurema Werneck: CRIOLA e Representante do Movimento Negro no Conselho Nacional de Saúde
Coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde da População Negra do CNS

AÇÕES DA REDE- NÚCLEO RIO DE JANEIRO


I Encontro Estadual de Saúde da Juventude dos
Terreiros do Rio de Janeiro: um desafio para o SUS.


Data: 16 de setembro de 2008




Local: INAD - Avenida Pasteur 44 – Botafogo – Rio de Janeiro


Realização: Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde

Apoio: Assessoria de Promoção da Saúde/SUBASS/



Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro




PROGRAMAÇÃO:

08:30h - Credenciamento
09h – Cânticos de louvor à vida e a natureza

09:30h - Mesa de Abertura

10h - Apresentação da Cia da Saúde – ABIA (Esquete Racismo na Saúde)

10:30h – Painel I – Os terreiros e a Política de Juventude no Brasil.

11:30h – Terreiros, espaços de promoção da saúde: o olhar da juventude de axé.
12:30h – Brunch

14h – Nosso tempo é agora, e já! (oficinas temáticas)
Sala A – Sexualidades e prevenção de DST/Aids
Sala B – Direitos Humanos e Intolerância Religiosa
Sala C – Gênero e Raça
Sala D – Participação e Controle Social
Pátio - Meio Ambiente e Saúde

16h – Por uma agenda de saúde e cidadania para a juventude
dos terreiros

17h - Encerramento e lanche



Informações no
semireligafro2007@yahoo.com.br e com Silvana no 2223-1040

quinta-feira, 24 de julho de 2008

MÃE BEATA LEVA SEU " CAROÇO DE DENDÊ "PARA ALEMANHA



MÃE BEATA LEVA

O

" CAROÇO DE DENDÊ "

PARA ALEMANHA


Mae Beata de Yemanjá apresenta seus contos em Berlin .
Mãe Beata de Yemanjá e o Babalorishá, seu filho,Murah de Oyá, Zelador do Ilé Axé Oyá.

Na sexta-feira de Obatalá, dia 18 de julho de 2008,a Yalorișa Mãe Beata de Yemanjá leu contos de seu livro "Caroço de Dendê" e fez uma bela performance, representando um dos contos.

O palco foi o salão do Centro Intercultural Forum Brasile também Ilé Așe Oyá, em Berlin.

O poeta Ras Adauto estava lá e fez essas imagens com o seu Handy (celular).


Vejam os filminhos no: http://rasadauto.blogspot.com

Ras Adauto Nijinski Arts Press-Berlin

AÇÕES DA REDE- NÚCLEO SÃO PAULO



O Babalorixá Celso de Oxaguian na Rede de Religiões-Afro Brasileiras e Saúde , Núcleo São Paulo no combate à Intolerância Religiosa, convida:
Seminário
Estado, Religião e Desenvolvimento: A Intolerância Religosa nas Veias do Estado Laico
8 de Agosto de 2008
ALERJ/SP
18 Horas

JOSÉ MARMO E A REDE NO GLOBO ON-LINE


Enviado por Na Periferia -
22/7/2008-


José Marmo é sangue bom.



Nascido em Nilópolis, sua luta em favor dos direitos humanos, em especial aqueles que dizem respeito à questão racial, à saúde e à religiosidade afro-brasileira, é antiga. Em sua militância, contribuiu para o fortalecimento de grupos importantes no Rio de Janeiro, como o ISER (Instituto de Estudos da Religião) e o Grupo Cultural AfroReggae, na década de 90; mais a ABIA e a CRIOLA (ONG de mulheres negras), onde atua até hoje.

Depois de articular projetos, documentários (como o ODO-YÁ e Saúde e Fé) e ações de promoção da saúde e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (como a Trupe da Saúde), Marmo fundou e é o coordenador da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde.

A Rede é um processo que reúne adeptos da tradição religiosa afro-brasileira, gestores e profissionais de saúde, integrantes de organizações não governamentais, pesquisadores e lideranças do movimento negro, de mulheres e outras expressões dos movimentos sociais

Já implementou 32 núcleos em todo o país com os objetivos de lutar pelo direito humano à saúde, valorizar e potencializar o saber dos terreiros nesse campo; formular e interferir em políticas públicas; atuar contra o racismo, o sexismo, a homofobia e todas as formas de intolerância, entre outros.

Com este trabalho, abre-se, nas periferias do Brasil inteiro, espaço para que terreiros de diversas nações da tradição afro-brasileira organizem-se, formulem políticas de seu interesse e de suas comunidades e proponham novas práticas e estratégias de atuação no território e articulação da vida no mundo contemporâneo.

AÇÕES DA REDE- NÚCLEO MACEIÓ CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


ODOYÁ! AXÉ MACEIÓ!


O Ponto de Cultura - Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té



através do Vereador Galba Novaes, sanciona a Lei nº 5.871/2008 e torna o dia 02 de fevereiro como DIA MUNICIPAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA.


"O dia foi escolhido pela carga histórica, quando em 1912 as casas foram perseguidas e destruídas, hoje acreditamos que será um dia de luta e reflexão para todos os religiosos de matriz africana", comentou o Professor e Babalorixá Célio Rodrigues.


A lei é apenas uma das ações para conquistas de políticas públicas. O Núcleo foi apenas o interlocutor entre religiosos, federações e o poder público.
“Temos uma demanda de ações para serem conquistadas e realizadas”, afirmou Amaurício de Jesus, produtor cultural do Núcleo.
Axé para todos
ANO XVI
Maceió - Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Nº 3097
Atos e Despachos do Prefeito
JOSÉ CíCERO SOARES DE ALMEIDA
Prefeito
LEI N° 5.711, DE 21 DE JULHO DE 2008.
Projeto de Lei n° 5.87 1/2008
Autor: Ver. Galba Novaes
Dispõe sobre a instituição do Dia de Combate a Intolerância Religiosa de Matriz Africana
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ
Faço saber que a Câmara Municipal de Maceió decreta e eu sanciono a seguinte Lei:


Art. 1°- Fica instituído O DIA MUNICIPAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA, a ser comemorado anualmente no Município de Maceió no dia 02 de fevereiro.


Art. 2° - A data fica incluída no Calendário Civil do Município para efeitos de comemoração oficial.
Parágrafo Único - As atividades a serem realizadas por ocasião deste dia ficarão sob responsabilidade do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té, das Federações e Governo Municipal.


Art. 3º – Esta Lei entrará em vigor, na data de sua publicação revogadas as disposições em contrário.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

SAÚDE E MEDICINA NO BRASIL E PORTUGAL- 200 ANOS


A REDE NACIONAL DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E SAÚDE, recomenda...


MUSEU HISTÓRICO NACIONAL ....Exposição " SAÚDE E MEDICINA NO BRASIL E PORTUGAL- 200 ANOS




No âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada da Corte portuguesa ao Brasil, uma exposição no Museu Histórico Nacional apresenta, de 8 de julho a 7 de setembro de 2008, a trajetória da saúde e da medicina no Brasil e em Portugal nos últimos duzentos anos.
Com curadoria geral de Helena Severo e realização da Cultura & Arte, a exposição é patrocinada pela Academia Nacional de Medicina, Eletrobrás, Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro/Faperj, Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz, Grupo GlaxoSmithKline e Interfarma/Associação da Indústria de Pesquisa, com o suporte educacional do Instituto Sangari e apoio do Museu Histórico Nacional e Rio Scenarium.
A abertura da exposição marca, ainda, a realização do Simpósio “Brasil/Portugal-200 Anos”, iniciativa dos Ministérios da Saúde do Brasil e de Portugal, da Fundação Oswaldo Cruz, do Alto Comissariado de Saúde de Portugal e das Academias de Medicina do Brasil e de Portugal.
De caráter cronológico, a exposição aborda desde as práticas de cura, de origem indígena, africana ou portuguesa, no Brasil Colônia, passando pela adoção de novas orientações e medidas de fiscalização das artes de curar e pela criação das primeiras instituições de ensino médico, com a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, até a institucionalização da saúde pública ao longo século XIX.
Até o inicio do século XIX cabia aos Comissários do Físico Mor e do Cirurgião Mor a fiscalização e implantação das medidas de defesa da saúde nas colônias portuguesas, inclusive no Brasil. Barbeiros, cirurgiões barbeiros, parteiros e outros, eram licenciados pelo Cirurgião-Mor do Reino, e sua atuação estava restrita à realização de sangrias, aplicação de ventosas e à cura de feridas e de fraturas. A administração de remédios internos era privilegio dos médicos formados em Coimbra, e as orientações em relação à saúde pública seguiam as orientações da metrópole portuguesa com relação à inspeção de boticas e fiscalização de hospitais. Este quadro começa a mudar quando, em 1808, o Príncipe Regente D.João cria os dois primeiros estabelecimentos de ensino médico no Brasil: a Escola de Cirurgia da Bahia, em Salvador (deu origem à atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia), e a Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro), dando início à formação de profissionais médicos no país.
Com acervo de diversas instituições, inclusive do Museu Histórico Nacional, a exposição está dividida em quatro módulos.
O primeiro módulo apresenta objetos e instrumentos trazidos pelos europeus, assim como as práticas de cura de origem indígena e africana, muitas com forte conotação religiosa, evidenciando as relações entre estas práticas com o conhecimento médico trazido pelos cirurgiões portugueses.
Já o segundo módulo aborda a criação das duas primeiras instituições de ensino médico, tendo em vista a necessidade imperiosa de formação de quadros profissionais para serviços de saúde. A cidade do Rio de Janeiro havia se transformado em centro administrativo do Império, e neste sentido foram implementadas importantes medidas administrativas, econômicas e culturais, de impacto sobre a saúde e medicina no país.

Destaque, ainda, para a fundação, em 1829, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (futura Academia Nacional de Medicina), com o objetivo de reunir médicos para debater assuntos específicos sobre saúde e doenças humanas, e para a atuação da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, que além dos objetivos assistencialistas firmou-se como espaço de exercício e ensino de medicina.
A saúde pública é o tema do terceiro módulo, especialmente sua institucionalização ao longo do século XIX, num contexto de grande incidência de moléstias de caráter endêmico e epidêmico nas cidades brasileiras. A lei de 30 de agosto de 1828 atribuiu às Câmaras Municipais a responsabilidade pelas ações e serviços de saúde e de higiene. Destaque para os problemas enfrentados pela saúde pública, como a epidemia de febre amarela, em várias cidades nos anos de 1849-1850, o que fez com que o governo imperial adotasse algumas medidas, como a criação da Junta de Higiene Pública.

No final do séc. XIX e princípio do XX, foram criadas as primeiras instituições destinadas às pesquisas biomédicas, no Brasil e em Portugal, como o Instituto Soroterápico Federal (atual Fundação Oswaldo Cruz), na cidade do Rio de Janeiro, e o Instituto Central de Higiene (atual Instituto Nacional de Saúde Dr.Ricardo Jorge), e a Escola de Medicina Tropical (Instituto de Higiene e Medicina Tropical), em Lisboa.

No início do século XX, a importante reforma sanitária na cidade do Rio de Janeiro, liderada por Oswaldo Cruz, estabeleceu um marco definitivo na história da saúde publica brasileira. Além de Oswaldo Cruz, a exposição destaca, também, a atuação de Carlos Chagas no campo da saúde pública brasileira.
O último módulo empreende uma reflexão sobre a medicina contemporânea, apresentando as grandes revoluções do conhecimento médico: diagnóstico e cura, tecnologias de ponta e medicamentos a serviço da qualidade e do aumento da expectativa de vida.