segunda-feira, 21 de julho de 2008

SAÚDE E MEDICINA NO BRASIL E PORTUGAL- 200 ANOS


A REDE NACIONAL DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E SAÚDE, recomenda...


MUSEU HISTÓRICO NACIONAL ....Exposição " SAÚDE E MEDICINA NO BRASIL E PORTUGAL- 200 ANOS




No âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada da Corte portuguesa ao Brasil, uma exposição no Museu Histórico Nacional apresenta, de 8 de julho a 7 de setembro de 2008, a trajetória da saúde e da medicina no Brasil e em Portugal nos últimos duzentos anos.
Com curadoria geral de Helena Severo e realização da Cultura & Arte, a exposição é patrocinada pela Academia Nacional de Medicina, Eletrobrás, Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro/Faperj, Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz, Grupo GlaxoSmithKline e Interfarma/Associação da Indústria de Pesquisa, com o suporte educacional do Instituto Sangari e apoio do Museu Histórico Nacional e Rio Scenarium.
A abertura da exposição marca, ainda, a realização do Simpósio “Brasil/Portugal-200 Anos”, iniciativa dos Ministérios da Saúde do Brasil e de Portugal, da Fundação Oswaldo Cruz, do Alto Comissariado de Saúde de Portugal e das Academias de Medicina do Brasil e de Portugal.
De caráter cronológico, a exposição aborda desde as práticas de cura, de origem indígena, africana ou portuguesa, no Brasil Colônia, passando pela adoção de novas orientações e medidas de fiscalização das artes de curar e pela criação das primeiras instituições de ensino médico, com a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, até a institucionalização da saúde pública ao longo século XIX.
Até o inicio do século XIX cabia aos Comissários do Físico Mor e do Cirurgião Mor a fiscalização e implantação das medidas de defesa da saúde nas colônias portuguesas, inclusive no Brasil. Barbeiros, cirurgiões barbeiros, parteiros e outros, eram licenciados pelo Cirurgião-Mor do Reino, e sua atuação estava restrita à realização de sangrias, aplicação de ventosas e à cura de feridas e de fraturas. A administração de remédios internos era privilegio dos médicos formados em Coimbra, e as orientações em relação à saúde pública seguiam as orientações da metrópole portuguesa com relação à inspeção de boticas e fiscalização de hospitais. Este quadro começa a mudar quando, em 1808, o Príncipe Regente D.João cria os dois primeiros estabelecimentos de ensino médico no Brasil: a Escola de Cirurgia da Bahia, em Salvador (deu origem à atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia), e a Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro), dando início à formação de profissionais médicos no país.
Com acervo de diversas instituições, inclusive do Museu Histórico Nacional, a exposição está dividida em quatro módulos.
O primeiro módulo apresenta objetos e instrumentos trazidos pelos europeus, assim como as práticas de cura de origem indígena e africana, muitas com forte conotação religiosa, evidenciando as relações entre estas práticas com o conhecimento médico trazido pelos cirurgiões portugueses.
Já o segundo módulo aborda a criação das duas primeiras instituições de ensino médico, tendo em vista a necessidade imperiosa de formação de quadros profissionais para serviços de saúde. A cidade do Rio de Janeiro havia se transformado em centro administrativo do Império, e neste sentido foram implementadas importantes medidas administrativas, econômicas e culturais, de impacto sobre a saúde e medicina no país.

Destaque, ainda, para a fundação, em 1829, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (futura Academia Nacional de Medicina), com o objetivo de reunir médicos para debater assuntos específicos sobre saúde e doenças humanas, e para a atuação da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, que além dos objetivos assistencialistas firmou-se como espaço de exercício e ensino de medicina.
A saúde pública é o tema do terceiro módulo, especialmente sua institucionalização ao longo do século XIX, num contexto de grande incidência de moléstias de caráter endêmico e epidêmico nas cidades brasileiras. A lei de 30 de agosto de 1828 atribuiu às Câmaras Municipais a responsabilidade pelas ações e serviços de saúde e de higiene. Destaque para os problemas enfrentados pela saúde pública, como a epidemia de febre amarela, em várias cidades nos anos de 1849-1850, o que fez com que o governo imperial adotasse algumas medidas, como a criação da Junta de Higiene Pública.

No final do séc. XIX e princípio do XX, foram criadas as primeiras instituições destinadas às pesquisas biomédicas, no Brasil e em Portugal, como o Instituto Soroterápico Federal (atual Fundação Oswaldo Cruz), na cidade do Rio de Janeiro, e o Instituto Central de Higiene (atual Instituto Nacional de Saúde Dr.Ricardo Jorge), e a Escola de Medicina Tropical (Instituto de Higiene e Medicina Tropical), em Lisboa.

No início do século XX, a importante reforma sanitária na cidade do Rio de Janeiro, liderada por Oswaldo Cruz, estabeleceu um marco definitivo na história da saúde publica brasileira. Além de Oswaldo Cruz, a exposição destaca, também, a atuação de Carlos Chagas no campo da saúde pública brasileira.
O último módulo empreende uma reflexão sobre a medicina contemporânea, apresentando as grandes revoluções do conhecimento médico: diagnóstico e cura, tecnologias de ponta e medicamentos a serviço da qualidade e do aumento da expectativa de vida.

Um comentário:

Marcelo Araújo disse...

Acabo de voltar da melhor férias da minha vida!!!
Rios, lagos, cachoeiras de águas cristalinas!!!
Fantástico!!!!!

Me surpreendeu q em Bonito MS existe a única agência de viagem 24h.(agência AR)

Bom…o que importa é q agora vou poder acompanhar o site.

O conteúdo é ótimo.
Parabénsssss